terça-feira, 30 de outubro de 2012

Professora do Maranhão é demitida após divulgar fotos de escola alagada

A professora Uiliene Araújo Santo Rosa, 24 anos, teve o contrato com a prefeitura de Imperatriz encerrado na sexta-feira (26)


Uma professora de Imperatriz (Maranhão) foi demitida depois de usar as redes sociais para divulgar fotos em que os alunos aparecem segurando guarda-chuvas para evitar água de goteiras em sala de aula. As imagens causaram polêmica e repercussão na cidade. Segundo o secretário municipal de Educação, Zezil Ribeiro da Silva, a professora foi demitida porque procedeu de maneira errada.
A professora Uiliene Araújo Santo Rosa, 24 anos, teve o contrato com a prefeitura de Imperatriz encerrado na sexta-feira (26). As fotos mostravam uma sala de aula no Colégio Municipalizado Guilherme Dourado com alunos se protegendo com guarda-chuva e o chão alagado. Segundo a professora, a intenção era chamar atenção para os problemas encarados na rede municipal.

"Não identifiquei o nome do colégio ou de qualquer funcionário da instituição, mas publiquei as fotos em meu perfil pessoal, pois acredito que não se deve ficar de braços cruzados diante de uma situação assim", disse ao G1.
A professora também contou que depois do caso os colegas começaram a tratá-la diferente. "Quando voltamos do feriado, percebi que os funcionários me olhavam de uma forma diferente e já não falavam comigo. Era por causa das fotos. Então começaram a boicotar minhas aulas. Não liberavam data-show ou televisão para que eu trouxesse material para os meus alunos, coisa que faziam para os outros professores", disse.
Na mesma semana da divulgação das fotos, a Secretaria de Educação fez reparos no telhado da escola. Mas, neste mês, Uilene acabou sendo afastada do seu cargo. "Fui punida pela publicação das fotos e isso não é justo. É o tipo de coisa que acontecia na época da ditadura, mas estamos em uma democracia, não é?", se queixa.
A professora afirmou nesta segunda-feira que pretende procurar seus direitos na Justiça.

RepercussãoPublicadas em seu perfil pessoal no Facebook, as quatro fotos que mostram o estado da sala de aula do Colégio Municipalizado Guilherme Dourado já contam com quase 200 compartilhamentos e diversos comentários em apoio à professora e indignação diante da estrutura e atitude da unidade.
Em contato com o G1, o secretário municipal de Educação, Zeziel Ribeiro da Silva, confirmou a demissão da professora. De acordo com ele, Uiliene Araújo Santa Rosa é seletivada e seu contrato foi rescindido após a postagem da situação da escola nas redes sociais. O secretário afirmou que o episódio foi isolado e que a escola, que fica no parque São José, um bairro da periferia de Imperatriz, tem um dos melhores prédios entre as municipalizadas da cidade.
Ainda segundo o secretário, uma ventania ocorrida logo após a eleição destelhou a sala mostrada nas imagens e que no dia em que as fotos foram tiradas uma prova seria realizada, mas que a professora poderia ter evitado a situação. Zeziel alegou que em nenhum momento a professora procurou a direção da escola ou mesmo a Secretaria de Educação para denunciar o caso. Ele afirmou, ainda, que a demissão foi comunicada ao prefeito Sebastião Madeira, que autorizou o procedimento.
O secretário alegou que problemas internos não deveriam ser tratados em redes sociais e que a funcionária, efetivada há quatro meses, procedeu de forma errada. Ele afirma que não há perseguição contra a professora e que a medida administrativa também seria tomada em relação a outro funcionário que cometesse o erro.

Disponível em: http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-1/artigo/professora-do-maranhao-e-demitida-apos-divulgar-fotos-de-escola-alagada/
                       http://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2012/10/professora-e-demitida-apos-divulgar-fotos-de-escola-alagada-em-imperatriz.html

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Tansagem:Plantas Medicinais

A tanchagem (Plantago ssp, Plantago major), também conhecida como transagem, é uma planta vivaz, com um tufo de folhas grandes, longipecioladas, inteiras ou de bordos levemente ondulados, ovaladas, percorridas com nervuras curvilíneas. Originária da Europa e citada em antigos escritos como uma planta que entrava no preparo da maioria dos remédios. Era considerada sagrada pela tradição anglo-saxã.
As suas flores são pequenas, branco-amareladas, agrupam-se em espigas de até 40 cm de comprimento.


Nomes Populares:

Língua de vaca
Plantago
tanchagem
tansagem
tranchagem
transagem

Uso

Saúde:
afecções das vias respiratórias como boca e garganta,
infecções, gota, excesso de ácido úrico no sangue e úlcera gástrica.
É adstringente,
Combate inflamações nos ouvidos
nos olhos,
nas gengivas,
na garganta,
nas amígdalas,
na faringe,
no estômago,
nos Intestinos,
nos rins,
na bexiga,
gripes, apendicite, inflamações,
Contra a conjuntivite,
hemorróidas,
problemas urinários,
Auxilia contra diarréia,
cólica infantil,
febres intestinais,
Cura feridas

Culinária: folhas usadas como as de couve-manteiga, na forma de bolinhos, refogados e ensopados; acompanha carnes, arroz e feijão, omeletes, pastéis, rocambole salgado e empanados.
Beleza: impurezas na pele, cravos e pequenas espinhas, irritações nos olhos, inflamação das mucosas da boca, aftas e gengivas fracas e irritação na pele pós-sol.

Contra-Indicações: Pessoas com constipação e fezes muito ressecadas e durante a gestação.

Efeitos Colaterais: Arritmia e parada cardíaca, reações alérgicas e irritações.

Cultivo e Conservação

clima: temperado.
exposição solar: Plena.
propagação: sementes.
espaçamento: 60 x 30 centímetros.
tipo de Solo: qualquer tipo, com pH 5,0-8,0.

adubação e correção: esterco de animal curtido, húmus ou matéria orgânica, incorporados a 30 centímetros de profundidade.
necessidade de água: Moderada.

Colheita

Folhas: 3 meses depois do plantio, no inverno.

Secagem
Folhas: na sombra, em local bem ventilado, ou em secador, com temperatura máxima de 40°C.

Acondicionamento
Folhas: em sacos de papel ou de plástico transparente.

Disponivel em: http://amantedasplantas.blogspot.com/2009/03/tanchagem-propriedades-medicinais.html

sábado, 18 de junho de 2011

Bandas de Rock

Demon (UK) - NWOBHM_Hard Rock

Uma das bandas mais injustiçadas que já existiu, o Demon surgiu em 80 na Inglaterra. O seu primeiro disco, “Night of the Demon”, foi um dos melhores lançamentos daquele ano. A faixa título, junto de “Decisions” e “Fool to Play the Hard Way” já valem o disco. Antes do álbum, eles lançaram primeiramente o single “Liar” pela Clay Records que era um obscuro selo inglês.

A formação oficial da banda era: Dave Hill (v) Mal Spooner (g) Clive Cook (g) Paul Riley (b) e John Wright (d). Quando eles assinaram com a Carrere que editaria o “Night o f The Demon”, Clive Cook e Paul Riley foram substituídos por Les Hunt e Chris Ellis respectivamente. Esta nova formação gravaria o disco “Expected the Unexpected”.

Neste álbum a banda já havia voltado a trabalhar com a Clay, que estava melhor estruturada e lançou seus lp´s seguintes: "The Plague" (1983) e "British Standard Approved" (1985). Este último se transformou no seu melhor álbum até a data, trazendo novas mudanças para o grupo: Gavin Sutherland (b), John Waterhouse (g), e Steve Watts (k) entravam na banda, e traziam outras influências para o som do Demon.

Em 85 eles lançariam “Heart of Our Time”. Nesta época aconteceu um fato que chocou muito a banda: sete dias após aprontarem o novo trabalho, o guitarrista Mal Spooner faleceu devido a uma Pneumonia.

Apesar do abalo, eles seguiram em frente. Para o disco "Breakout" (87) a banda trazia mais uma mudança no Line-up. O competente Andy Dale era oficialmente o novo baixista.

No final dos anos 80, O Demon ainda lançou “Taking The World By Storm” em 1989 e um álbum ao vivo, gravado na Alemanha em 1990 chamado “Helluva Night”. A banda continuou as mudanças no line up, até se estabilizar em 92 com Mike Thomas (b) e Paul Rosscrow (d).

O disco lançado deixa muito a desejar e a banda se congela até 2001, quando retorna com o disco “Spaced Out Monkey” que resgata todo o prestígio que a banda havia conquistado no início da carreira.

A formação atual conta com Andy Dale, Steve Brookes, Dave Hill, Ray Walmsley , Duncan Hansell e Cotterill.

Por jean_dentao Disponivel em: http://www.letras.com.br/biografia/demon

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Aos Fuzilados Da C.S.N

Garotos Podres

Aos que habitam
Cortiços e favelas
e mesmo que acordados
pelas sirenes das fábricas
não deixam de sonhar
de ter esperanças
pois o futuro
vos pertence
Pois o futuro vos pertence! (coro)
Pois o futuro vos pertence! (coro)
Aos que carregam rosas
Sem temer machucar as mãos
pois seu sangue não é azul
nem verde do Dólar
mas vermelho
da fúria amordaçada
de um grito de liberdade
preso na garganta
Fuzilados da CSN
assassinados no campo
torturados no DEOPS
espancados na greve
A cada passo desta marcha
Camponeses e operários
tombam homens fuzilados
Mas por mais rosas que os poderosos matem
nunca conseguirão deter
a Primavera!
Pois o futuro vos pertence! (coro)
Pois o futuro vos pertence! (coro)

domingo, 30 de agosto de 2009

O HOMEM E SUA EVOLUÇÃO

PLANO DE AULA

PLANO DE AULA













O processo de aprendizagem desencadeado a partir da utilização de uma metodologia deve buscar o desenvolvimento do raciocínio dos alunos, pois temos que ter um método que torne o ensino mais dinâmico e mais interativo. Além de contemplar a diversidade levando o aluno a interessar pela matéria ensinada. O professor de História ensina o estudante a questionar, a criticar por isso é necessário que ele seja visto como inovador e atual. Segundo os parâmetros curriculares nacionais, no processo de aprendizagem, o professor é o principal responsável pela criação das situações de trocas, de estímulos na construção de relações entre o estudado e vivido, cabendo a ele ser um intermediador das informações e do processo histórico no qual estamos inseridos.

Na atualidade, quando o mundo passa por profundas transformações e rápidos avanços no sentido econômico, social, político e tecnológico, o professor precisa trabalhar para que o ensino acompanhe esse permanente processo de mutação. Desde os tempos antigos a forma dominante da narrativa dos acontecimentos políticos e militares nos apresenta como a história dos grandes feitos de grandes homens. Mas para que o ensino de História esteja inserido e articulado no contexto social atual é preciso pensar em uma educação dinâmica, humanística, formativa e acima de tudo, democrática, onde o aluno é fundamental na construção do conhecimento. Pensando nesse sentido a escola precisa educar para a cidadania, e o ensino de História tem muito para contribuir neste projeto. Assim, é interessante refletir sobre a importância da metodologia para o desenvolvimento de uma ação pedagógica de qualidade. Por exemplo, é importante que nas séries iniciais o professor investigue as idéias prévias das crianças a respeito da História. Destacando a seriedade da avaliação acertada das fontes e as suas afinidades com o contexto histórico, da sistematização lógica do conhecimento, da elaboração de conceitos, através de uma ação interpretativa, volvida para o trabalho do educando. No que tange o trabalho com a noção do tempo exige do professor uma postura ativa, é necessário pesquisar diferentes objetos que permitam o estudo do fato histórico ou tema em questão, mas que também possibilitem a compreensão do espaço e tempo referente ao tema trabalhado. Deste modo é importante pensar sobre as relações entre os elementos envolvidos e as conseqüências desse processo. A experiência de um professor de História nos leva a ressaltar a precisão de uma ponderação sobre a prática pedagógica para o ensino eficaz, atraente, critico curioso, abrangente; capaz de auxiliar o aluno para a compreensão das problemáticas atuais, sem esquecer de que o mundo atual é o resultado de um longo e contraditório processo histórico. Por isso é que os conteúdos devam ser trabalhados, de forma contextualizada com o momento histórico estudado e pautados com o momento atual, levando em consideração o cotidiano do aluno. Desenvolvendo atividades que procuram motivar o aluno para as leituras, reflexões, esclarecimento de dúvidas, oportunizando a defesa de suas idéias, contribuindo para o enriquecimento da aprendizagem. Utilização de livros didáticos como apoio, livros paradidáticos, artigos de revistas, reportagens de jornais, obras literárias, letras de música, filmes para auxiliar na sistematização do conhecimento, bem como no processo ensino-aprendizagem. Durante as aulas é indispensável à participação dos alunos nas leituras e debates, na elaboração de sínteses, resenhas, seminários, e avaliações. O professor deve orientar na aprendizagem, testando, construindo o conhecimento analisando a realidade local e regional em relação à conjuntura global constituindo-se realmente em instrumento de formação de um cidadão crítico em uma época tão tumultuada como a nossa; pois se observa atualmente uma verdadeira Revolução Tecnológica em que a rapidez e o acúmulo de conhecimentos nos obrigam a construir metodologias e dinâmicas de aprendizagem, Rocha (2002). Os professores e alunos são coadjuvantes neste desafio, de comprometimentos, de envolvimentos e de esperanças de transformação sociais, educacionais, culturais, políticas, econômicas. O professor deve planejar dirigir e controlar o processo de ensino, tendo em vista estimular a atividade de aprendizagem. A interação professor-aluno deve fazer da sala de aula um espaço de produção de conhecimento capaz de realizar uma leitura crítica da realidade, permitindo sua transformação. Sobre a construção do conhecimento histórico escolar é necessário considerar que para compreendermos a História, precisamos falar de situações especificas do passado e de promovermos a sua interpretação. Quando apresentamos à criança um objeto que permite conhecer o passado, possibilitamos que ela estabeleça relações com este objeto e pense como os homens viviam. Esses objetos são chamados de objetos mediadores, pois são fontes históricas ou recursos que quando utilizados em sala de aula possibilitam ao aluno conhecer o passado. O uso de mediadores pelo professor permite que o aluno compreenda melhor os conceitos trabalhados em sala de aula. Segundo Bezerra (2003) os conceitos criados para explicar certas realidades históricas tem seu significado voltado para essas realidades, não sendo possível empregá-los em todas as situações, pois há situações que devem ser usados conceitos específicos. Todas as atividades buscam de forma permanente, um processo educativo que priorize os fundamentos do conhecimento histórico, da cultura e cidadania de forma qualitativa para o aluno. Discutem-se as possibilidades de desenvolvimento da temporalidade histórica em crianças, por meio de ação mediada pelos objetos da cultura material e pelo professor. Esses elementos são adotados como instrumentos mediadores no ensino-aprendizagem da história, no contexto da ação mediada pelo professor, a fim de gerar transformações na estrutura cognitiva da criança, possibilitando o desenvolvimento da noção da temporalidade histórica. Este desenvolvimento deve acontecer de forma contínua, gradativa, e produtiva em todos os momentos da aprendizagem. O aluno deve ser o centro do processo onde recebe todo um atendimento prioritário nas suas dificuldades específicas. Em História, pensamos ser uma educação de qualidade aquela que permite ao aluno construir em seu ser instrumentos teóricos, tais que, lhe possibilitem uma leitura crescente da realidade social. Questionar a realidade social em que está inserido, estabelecendo relações de diferenças e semelhanças, mudança e permanecia entre as problemáticas identificadas e as questões vivenciadas por outros sujeitos, nas múltiplas dimensões da vida coletiva, em outro tempo e espaço. Tal questão nos remete à necessidade de formação no sentido de situar o aluno no seu contexto histórico, a fim de capacitá-lo para agir e transformar, e não apenas para atuar e reproduzir.

Podemos concluir que o professor deve buscar o enriquecimento de sua base teórica e metodológica para guiar o aluno no processo de ensino-aprendizagem significativo. Considerando a existência de pré-requisitos e o domínio dos conceitos básicos como uma das preocupações primordiais do educador em História tornando o ensino mais eficaz e atraente para o aluno, viabilizando o desenvolvimento de potencialidades criadoras e de raciocínio reflexivo crítico neles. Portanto o conteúdo não é algo pronto, acabado e inflexível, mas sim algo a ser construído com organização e método. A metodologia deve ser considerada um caminho para compreender refletir e atuar em seu cotidiano, podendo se trabalhar a História numa abordagem interdisciplinar. É preciso que os professores conheçam bem o papel do ensino para que ocorra uma aprendizagem que gere conhecimento para a prática educativa em questão. O professor deve orientar o aluno para expressar-se de maneira fundamentada, exercitar o questionamento sempre, exercitando a formulação própria, reconstruir autores e teorias.

BIBLIOGRAFIA

DUTRA, Soraia Freitas As crianças e o desenvolvimento da temporalidade histórica. Cadernos Labepeh, Belo Horizonte, p. 37 – 39. Fev. 2006.

ROCHA, Aristeu Castilhos da. Proposta Metodológica para

o Ensino de História Disponível em: http://www.sicoda.fw.uri.br/revistas/artigos/1_5_54.pdf

Acesso em 21 Abril 2009

BEZERRA, Holien Gonçalves. Ensino de História: conteúdos e conceitos básicos. In

KARNAL, Leandro (org.). História na sala de aula. SP: Contexto, 2003, p. 37-48.

ROCHA, Aristeu Castilhos da. Proposta Metodológica para o Ensino de História. Revista de História Unicruz, 2002.p.29.

MOIMAZ, Érica Ramos. Metodologias do Ensino da História São Paulo Person Education do Brasil, 2009

Leonardo Cleber da Silva

O respeito às diferenças

Apesar de estarmos no século XXI, o ser humano ainda hoje se vê na condição de preconceituoso. O preconceito é uma forma de não aceitar o outro, o diferente. É o que vemos nas tribos indígenas e em muitas outras sociedades que tem seu código de ética baseado na moral religiosa e cultural, no caso do índio, o mesmo desde criança é criado para ser o guerreiro, e a masculinidade é fundamental para se desenvolver. Pois só os fortes e corajosos podem sê-lo. Neste ambiente não sobra espaço para o homossexualismo, pois o mesmo é descriminado em toda a sociedade. A homossexualidade é tão antiga quanto à humanidade e, no mundo indígena, não é diferente. Os homossexuais atualmente fazem parte de um fenômeno mundial. Ela tem se tornado um fenômeno mais explícito. Com relação ao preconceito enfrentado pelos indígenas, a discriminação hoje pode ser maior do que a enfrentada anteriormente, devido à maior aproximação dos índios com a moral ocidental-cristã.

Em nossa cultura ocidental a referência religiosa acabou por marcar fortemente aquilo que seria "normal" em termos de prática sexual, estudos sócio-antropológicos são ricos em exemplos que mostram como outras culturas têm concepções diferentes da sexualidade. À parte os conhecidos exemplos da Antiguidade Clássica temos outros povos, como certas nações indígenas do Brasil, onde a prática de "fazer cunin", fazer sexo, é muito comum e explícita principalmente entre os solteiros.

Mas toda escolha tem seu preço a pagar, e assumindo sua opção sexual os índios ticunas estão dando o seu primeiro passo rumo ao respeito que suas tribos deve a eles. Pois toda forma de preconceito deve ser banida, não digo aqui passar por cima de sua cultura ou de suas normas, mas do respeito que todo ser humano tem que ter com o outro. O preconceito não é próprio das tribos como é o caso do preconceito que o índio ticuna Clarício Manoel Batista de 32 anos sofre: ´´Alguns me discriminam - indígenas daqui, não-indigenas também. Fico calado, não falo nada. Eu não ligo pra eles. `` Podemos notar aqui o preconceito de pessoas da tribo e de pessoas que não pertence a tribo. E aqui poderia entrar o multiculturalismo de cunho conservador, que busca a conciliação das diferenças com base no mito da harmonia. Esta construção ideológica nega que as relações entre as comunidades pós-modernas são marcadas por antagonismos e conflitos, reiterando os estereótipos e estigmas que recaem sobre as chamadas "minorias" (que as vezes tornam-se maiorias), e coloca-nos frente a uma concepção estática de cultura. O multiculturalismo encoraja o crescimento da tolerância, mas, tolerar, não significa acolher, não significa envolvimento ativo com o Outro. Tolerância, é reconhecimento simplificado do Outro, é reforço do sentimento de superioridade; significa suportar a existência do Outro e de seu pensamento. Tanto o heterossexualismo quanto o homossexualismo são posições que o sujeito alcança dentro da particularidade de sua história: as duas formas de manifestação da sexualidade são igualmente legítimas. Tratar o homossexualismo como perversão, depravação, pecado e outros tantos adjetivos é uma visão reducionista e preconceituosa, que acaba por deixar de fora o debate das verdadeiras questões éticas.

Podemos concluir que o preconceito ainda esta arraigado na mente do ser humano, pois o mesmo não se abriu para as diferenças, para o respeito mutuo. O respeito pelo Outro, não admite força, violência ou dominação; admite sim o diálogo, o reconhecimento e a negociação das diferenças. E isto nós iremos conseguir um dia, pois estamos lutando para isto. Conscientização é fundamental para esta evolução. O preconceito não esta restrito apenas as tribos indígenas, mas a todo ser humano que resolver a ir contra o sistema, contra a moral.

O ENCONTRO DO EUROPEU COM O AFRICANO

O ENCONTRO DO EUROPEU COM O AFRICANO Trabalho apresentado a Unopar por: LEONARDO CLEBER O homem moderno europeu apesar do...